Vamos começar a falar do que mais deixa uma mãe pirada!
Filhos doentes...
No meu caso em particular, sempre tive muito problema com a minha filha.
Ainda por cima vivendo num clima extremamente agressivo para uma criança.
Onde todas as estações do ano aconteciam num mesmo dia.
Antes de descobrir que a Sofia era (e ainda é) uma criança atópica (alérgica) eu me assustava todas as vezes que ela ficava com a boquinha toda vermelha e descamando. Todas as dobrinhas ficavam ásperas e coçando e eu não sabia o que fazer. O que me restava fazer era passar hidratante no corpo e pronto.
Quando a levei numa dermatologista e ela me explicou que como ela é uma criança muito alérgica ela possivelmente faria a "marcha atópica". O que vem a ser "marcha atópica"? Leiam o link abaixo depois mas numa breve explanação posso dizer que, é um processo alérgico que passa pela vias respitórias e culmina na dermatite atópica. No caso da Sofia começou com uma dermatite, passou pelas vias aéreas e voltou pra dermatite novamente. Tadinha, não pode ficar sem hidratante nem manteiga de cacau nos lábios. Depois mamães deem uma lida no link, pra quem tem filhos alérgicos é sempre bom saber das coisas!
http://www.asbai.org.br/revistas/Vol314/ART-4-08-Marcha-atopica.pdfhttp://www.asbai.org.br/revistas/Vol314/ART-4-08-Marcha-atopica.pdf
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Iara, a PÃE mór.
Já com a vida seguindo sua rotina eu tive que contratar uma pessoa pra me ajudar com as tarefas da casa.
Eu tinha aula de manhã, a Sofia tinha que ir pra escolinha, a casa era grande, eu estava sozinha e foi aí que encontrei a Iara. Grande mulher e grande PÃE. Foi abandonada pelo marido quando seu caçula tinha apenas 15 dias de vida. E, com quatro filhos nas costas fez malabarismos pra sustentar todos eles. Só meninos. A única menina morreu no seu ventre aos nove meses de gestação. A Sofia era um pouco a filha que ela não conseguiu ter.
Hoje seus filhos já são homens feitos, casados e o mérito é todo dela que com garras de leoa conseguiu superar todas as dificuldades. Sinto muita saudade dela.
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
E começam as ITES!!!
Nem pensei na possibilidade de deixar a Sofia em casa sozinha com uma pessoa estranha. Eu transferi a faculdade de jornalismo para Curitiba pois tinha que prosseguir com meu projeto de me formar. E para isto matriculei meu bebê numa escolinha maravilhosa. Dica mamães, prefiram escolinhas a babás. Eu não me arrependo em momento nenhum de tê-la colocado numa escolinha mesmo sendo tão novinha. Nunca, nunca me passou pela cabeça deixá-la aos cuidados de uma pessoa estranha. A escolinha se chama Favo de Mel e fica no bairro do Jardim Social e foi lá que comecei a melhor parceria que eu poderia ter feito na minha vida. Só que, todo bônus tem seu ônus. Imagine a união de clima instável e aglomeração de crianças? Pois é, era um festival de ITES todos os dias. Primeira filha, marido trabalhando demais e eu quase louca.
O início da jornada...
Começamos a viagem do Rio para Curitiba, era um sábado. Na véspera tínhamos nos despedido de todos e eu estava arrasada. Foram cerca de 840 km de carro com várias paradas pra poder aliviar o meu enjoo (sic) fruto do meu emocional que estava totalmente abalado. Nunca tinha morado fora do Rio, nunca morei longe da minha família. Era uma mistura de medo, ansiedade e tristeza.
Durante a viagem fui pensando e me preparando para a nova vida que me esperava. Caramba como vou dar conta de um bebê de um ano sozinha? Era sempre o que eu me perguntava.
Enfim chegamos em Curitiba. Nossa casa já estava escolhida. Alugamos uma casa num bairro chamado Bacacheri a uma quadra de um bairro bem bacana chamado Jardim Social. Lá eles costumam chamar de sobrado mas era uma casa duplex. Bem grande para o nosso padrão mas bem bonitinha. Só que a primeira noite passamos num apart hotel chamado Saint Michel que fica na Rua Lamenha Lins bem no centro da cidade. No dia seguinte finalmente chegou o caminhão com a nossa mudança. A minha sogra foi conosco pra ajudar, e se não fosse por ela acho que não ia dar conta. Enfim o caminhão se foi e as nossas coisas já estavam em casa. O que nos restava era desencaixotar tudo e arrumar no seu devido lugar. Agora sim, começou a brincadeira...
Durante a viagem fui pensando e me preparando para a nova vida que me esperava. Caramba como vou dar conta de um bebê de um ano sozinha? Era sempre o que eu me perguntava.
Enfim chegamos em Curitiba. Nossa casa já estava escolhida. Alugamos uma casa num bairro chamado Bacacheri a uma quadra de um bairro bem bacana chamado Jardim Social. Lá eles costumam chamar de sobrado mas era uma casa duplex. Bem grande para o nosso padrão mas bem bonitinha. Só que a primeira noite passamos num apart hotel chamado Saint Michel que fica na Rua Lamenha Lins bem no centro da cidade. No dia seguinte finalmente chegou o caminhão com a nossa mudança. A minha sogra foi conosco pra ajudar, e se não fosse por ela acho que não ia dar conta. Enfim o caminhão se foi e as nossas coisas já estavam em casa. O que nos restava era desencaixotar tudo e arrumar no seu devido lugar. Agora sim, começou a brincadeira...
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Somos frutos das nossas escolhas...
...e eu escolhi ser mãe. Aliás, escolhi ser várias mulheres ao mesmo tempo.
O ano era 2001 e com seis anos de casamento a casa já estava muito grande para nós dois. A primeira escolha, nosso primeiro filho, no nosso caso, Sofia. E simultaneamente tive que fazer a segunda escolha, a tão sonhada faculdade de jornalismo. Muitas escolhas importantes para uma pessoa só. Respirei fundo e fui...
No mesmo ano em que comecei a faculdade, engravidei também. Ah e ainda trabalhava fora o dia inteiro.
A Sofia nasceu no início de 2002 e era tudo perfeito, família perto pra ajudar, a vovó Socorro ainda estava entre nós pra dar aquela força, a vovó Claudete ainda morava no Rio pra ajudar na lida também. Quatro meses se passaram e eu tive que voltar à realidade, acabou a licença-maternidade e tive que aprender a me desapegar daquele serzinho tão encantador. Aos seis meses voltei à faculdade, então era o dia todo fora de casa mas não tirei o peito dela. Me sentia menos culpada ao chegar em casa e ver que ela ainda gostava de mamar, era uma delícia! A vida seguia seu rumo quando tivemos uma oportunidade de ir embora do Rio. Mas como? Ficar longe de tudo e de todos? e meus planos jornalísticos? E a ajuda de mamãe? Da família? Então, no início de 2003 mais uma escolha...viver (ou sobreviver) em Curitiba.
A partir daí começa a saga de uma vida cheia de emoções e aventuras. Espero que vocês gostem...
O ano era 2001 e com seis anos de casamento a casa já estava muito grande para nós dois. A primeira escolha, nosso primeiro filho, no nosso caso, Sofia. E simultaneamente tive que fazer a segunda escolha, a tão sonhada faculdade de jornalismo. Muitas escolhas importantes para uma pessoa só. Respirei fundo e fui...
No mesmo ano em que comecei a faculdade, engravidei também. Ah e ainda trabalhava fora o dia inteiro.
A Sofia nasceu no início de 2002 e era tudo perfeito, família perto pra ajudar, a vovó Socorro ainda estava entre nós pra dar aquela força, a vovó Claudete ainda morava no Rio pra ajudar na lida também. Quatro meses se passaram e eu tive que voltar à realidade, acabou a licença-maternidade e tive que aprender a me desapegar daquele serzinho tão encantador. Aos seis meses voltei à faculdade, então era o dia todo fora de casa mas não tirei o peito dela. Me sentia menos culpada ao chegar em casa e ver que ela ainda gostava de mamar, era uma delícia! A vida seguia seu rumo quando tivemos uma oportunidade de ir embora do Rio. Mas como? Ficar longe de tudo e de todos? e meus planos jornalísticos? E a ajuda de mamãe? Da família? Então, no início de 2003 mais uma escolha...viver (ou sobreviver) em Curitiba.
A partir daí começa a saga de uma vida cheia de emoções e aventuras. Espero que vocês gostem...
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